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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

BALADA DE SONHO


Imagem: Les douceurs de CHLOE


BALADA DE SONHO


Este planeta terra almeja respirar
Ar puro, livremente e nós, humanidade,
Também! É imperioso reaprender a amar
A natureza e os seres vivos de verdade;

Fazer girar o mundo em torno dum amor
Plural, com sentido e responsabilidade;
Dar à vida essência de elo multicolor,
Reerguer a mátria, com sustentabilidade;

Cultivar e fertilizar laços de união,
Fomentar atitude de paz em todo o universo
E criar raízes de combate à solidão.

Ah, passear livremente é mui mais do que verso!
Respirar e sentir pulsar o coração
É balada de sonho onde há vida no berço.

© Ró Mar | 08/2020

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

O IMPERADOR E OS REIS




Este Mundo está tão carente 
de Esperança, de Luz e de Fé 
para o corpo, a alma e a mente 
faz-lhe falta Jesus de Nazaré... 

Que os "reis da Terra" tenham a franqueza 
de erradicar do mundo toda a pobreza!

© Frassino Machado

*

O IMPERADOR E OS REIS 


«Alegoria dos Reis 2021»


No Trono mais alto do mundo
O divino Amor revelou-se:
Cada Rei da terra, jucundo,
Chamou-o a si e alegrou-se.

- Ó vós Reis, que tendes magia
E um espírito claro bem fundo,
Vinde até mim com sabedoria,
No Trono mais alto do mundo.

Por esta estranha Epifania
O poder da Terra agitou-se
E à luz duma estrela-magia
O divino Amor revelou-se.

Baltazar, Melchior e Gaspar
Deram um testemunho fecundo,
De ao Imperador-Menino adorar
Cada Rei da terra, jucundo.

Oferecidas suas primícias,
Oiro, incenso e mirra, logrou-se
Como prova de tais Delícias
Chamou-os a si e alegrou-se.

A cada um deles agraciou:
- Em Baltazar, a Fé, foi o Norte;
- Em Melchior, a Esperança, brilhou;
- Em Gaspar, a Caridade, o dote.

Mistério, assim – tão cristalino –
Riquezas, da terra, cada um deu:
Em troca, o Imperador-Menino
Pagou-lhes em riquezas do Céu.

- Riquezas da terra, só Virtude
Que, entre todas, é a divisa;
Trazei-nos, ó Reis, a Saúde
Que é o que o Mundo precisa…

- E de Paz, precisa também,
Oh, como de pão para a boca;
E alguma Fé, como convém,
Pois que, neste Mundo, há pouca!

- Os “Reis da Terra”, como sabeis,
Só conhecem o vil Dinheiro;
E, dos Prazeres, eles são “Reis”
E vivem do Orgulho, primeiro!

- Reis Santos, Santos Reis, a Luz
Que vos guiou, onde está?
Vós o dizeis: – Imperador JESUS,
Esse mesmo, é que reinará!

- Vinde Santos Reis, sem demora
A esta Terra, tão doente;
- Vinde, Reis Santos, é a Hora
Do Mundo voltar a ser CRENTE!

© Frassino Machado

In ODISSEIA DA ALMA
  

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

CANTAR DOS REIS




Neste tempo de pandemia 
não podemos descuidar 
mantenhamos a alegria 
pr´ as Reisadas ir cantar...

Cantemos com harmonia 
mil quadras co´ os santos Reis 
venham versos de folia 
pra cantar no dia Seis. 

O cantar faz bem à alma, 
é remédio vida fora,  
façamo-lo com toda a calma 
para o vírus s´ ir embora.

Ele é dia de trabalho 
toda a gente sabe que é 
mas cantar dá agasalho 
à Família de Nazaré! 

© Frassino Machado

*

QUADRAS DE REIS


Nesta casa afortunada
Em cada ano ouvireis
Até alta madrugada
O nosso cantar de Reis.

Vimos três, mas somos mais,
Os outros estão a chegar
Já lá vêm nos quintais
Para connosco cantar.

Vimos lá do Oriente
À luz da estrela dourada
E trazemos um presente
P’ ra família abençoada.

À patroa deste solar
Por quem temos muita estima
Vamos-lhe à luz do luar
Cantar a primeira rima.

Ao calor dessa lareira
Mais vossa filha formosa
Ela será vossa herdeira
E vós a feliz ditosa.

Ao ilustre senhor patrão
Queremos todos dizer
Do fundo do coração
Há-de um dia enriquecer.

Não sabemos se há mais gente
Nesta casa acolhedora
Sabemos só qu’ é bem quente
E não queremos ir embora.

Nós somos gente de bem
Mas sabemos bater o pé
A quem s’ esquecer porém
Da família de Nazaré.

Somos reis sem ter dinheiro
Não temos ouro nem prata
O coração está primeiro
Nesta vida tão ingrata.

Recebam mui prazerosos
Esta bênção do Senhor
Que trazemos generosos
Para um futuro melhor.

Numa noite que faz dó
Queremos apenas pedir
Um pouco de pão-de-ló
Embrulhado num sorrir.

E já agora para animar
E aquecer nosso caminho
Venha daí a saltar
Uma caneca de vinho.

Tenham saúde e bom pão
Haja alegria e amor
Cumprimos a tradição
Com a graça do Senhor!

 © Frassino Machado

In MENSAGEIRO CANTANTE

sábado, 3 de outubro de 2020

A CAMINHAR PARA O INVERNO


 Imagem: ZZZoé


A CAMINHAR PARA O INVERNO


Ainda há pouco passei pelo inverno
E não sinto saudade dele!

Ainda há pouco pensei na primavera
E nada a recordar dela!

Ainda há pouco foi verão
E não vi nenhuma caravela!

Agora, que é outono,
Sinto saudades do de outrora
E está mais do que na hora
De sonhar e viver o que não vivi no ano!

Agora, que é outono, não sei se posso pensar...!
Neste final de ano, a caminhar para o inverno,
Não sei se é tempo dele!?

Talvez possa ainda vê-lo partir,
A tempestade há-de passar,
Pois, ao mar quero voltar!

E a caminhar para o inverno
Esperançado de viver outra estação,
Que poderá ser primavera ou verão
Nos dias ensolarados do ano!

Ou outono, tal outrora,
Que me tinha feliz na hora!

A caminhar para o inverno,
Numa longa espera!

© Ró Mar | 2020

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

O TEMPO ESTÁ A MUDAR!


Imagem: Zzig.comunidade


O TEMPO ESTÁ A MUDAR!


O tempo está a mudar!
A estação de outono
Com o vento a acenar
Constrói-nos o trono!

O tempo está a mudar
E que seja pra melhor!
Havemos de vindimar
Pra o reino do amor!

Se setembro traz vento
O outubro tem chuva a dar
E novembro contento,
O tempo está a mudar!

Havemos de ter alegria
Quando o dezembro chegar,
Pois, com toda a poesia
O tempo está a mudar!

© Ró Mar | 2020

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

XAILE OUTONAL




XAILE OUTONAL


As folhas a descaírem das árvores
É sinal dum outono a chegar,
Época de colher frutos e cores
Olhando o céu que nos quer acenar!

O estio tem os dias contados
Na lenda do luar dum agosto
De laranja-da-baía pelos prados
E nós a vindimar maçãs do rosto!

Num cinza-nevoeiro, que não chove
Nem choverá se nós não cantarmos
De guitarra na mão fado que trove!

E no xaile outonal bailarmos
Ao sabor do vento o que renove
A estação, como é bom sonharmos!

© Ró Mar | 2020

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

O OUTONO ESTÁ NO AR


Imagem: SAi$ONS


O OUTONO ESTÁ NO AR


O outono está no ar
Com os tons da estação
E em nós vem para ficar
Com poesia de coração!

O outono está no ar
Com os frutos no chão
E devemos os apanhar
Com toda a imaginação!

Das árvores ao léu
Outros verdes a brotar
E das folhas moscatel
O outono está no ar!

Dos dias coloridos
Outros ventos a respirar
E das castanhas aliados,
O outono está no ar!

© Ró Mar | 2020

terça-feira, 22 de setembro de 2020

A GRANDE MIRAGEM




A GRANDE MIRAGEM 


“No Dia Internacional da Paz 2020”


Eu vi uma pomba branca
À volta do mundo a voar
Buscando com alma santa
Algum lugar para poisar.

Deu sete voltas e meia
Ramo de paz embicando
E de tristeza ficou cheia
Com seu sonho definhando.

A guerra e o ódio profundo
Com homens a combater,
Ela viu por todo o mundo
Não podendo assim descer.

Viu a fome e viu a peste,
A injustiça e corrupção,
Ela viu doença agreste
E falta de compreensão.

Ela viu crime mascarado
E diferenças abissais,
Viu poder encapuçado
Na incúria dos Maiorais.

Ela viu tanta miséria
Como nunca se viu tanto
E ao ver a coisa tão séria
Ia morrendo de espanto.

Ela viu falsas intenções
E promessas sem cumprir,
E viu nobres Convenções
Com projetos a fingir…

Ela viu enorme pobreza
E a riqueza desbaratada,
Viu bancos de farta mesa
E os pobres sem terem nada.

Seguiu sua rota voando
Mas deixou cair a paz,
Um só dia, apenas sonhando,
Havê-la ou não tanto faz.

Grande, grande é a Viagem,
E um sonhar desiludido,
Mundo-deserto é a miragem
Em busca do tempo perdido!

© Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA

O OUTONO ESTÁ NO AR



© Ró Mar

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

INDECISÃO




INDECISÃO


Quando a vida te pede que decidas,
Que traces teu destino sem ajuda,
O que era certo de repente muda
E tuas decisões ficam perdidas...

Tua mente hesita, mira, estuda,
Tuas certezas morrem e duvidas,
Queres subir, apenas tens descidas
E não lembras de nada que te acuda...

Desejas ser de novo a criança
Cujo pranto era sempre a solução
Que te dava o sorriso e a esperança

Entras no sonho antigo e vês então
Que o destino não é mais que uma dança
Ao ritmo do bater do coração!...

© Carlos Fragata | 2020

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

O SETEMBRO ESTÁ NO AR!




O SETEMBRO ESTÁ NO AR!


O setembro está no ar
E é bem-vindo ao planeta
Para a natura refrescar
E dar cor à rua cinzenta!

O setembro está no ar
E é o tempo da mudança
De estação e de pensar
Que há ventos de esperança!

O setembro está no ar
Pelas mãos duma criança,
No sonho de respirar
Há sílabas de bonança!

O setembro está no ar
E o equinócio de outono,
Que havemos de vindimar
Pra ter uva todo o ano!

O setembro está no ar,
Na montanha de emoções
Há frutos para recriar
E cultivar corações!

O setembro está no ar,
Folhas secas pra varrer,
O mundo para abraçar,
Pois, a vida é pra viver!

A estação quer começar
No seu ritmo habitual,
O setembro está no ar
Pra ser época normal!

Nas palavras deste mote
Há poesia para passear
E vontade que o suporte,
O setembro está no ar!

A poesia, que há nas árvores,
Folha-a-folha libertar
Galhos pra que nasçam flores,
O setembro está no ar!

Gente de todas as idades
O setembro está no ar
Para colmatar saudades,
Há vida vamos cantar!

Esperança é nosso lema,
Pois, queremos continuar
A fazer da vida poema,
O setembro está no ar!

© Ró Mar | 2020

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A CULTIVAR O VERÃO...


 

A CULTIVAR O VERÃO...


Quando o verão é sequioso, 
Desprovido d' essência,
Há nevoeiro fogoso
Perpétua carência...

Ecoa vento ruidoso
E qualquer paciência 
É sorte dalgum curioso
D' enorme inteligência!

Num abrir e fechar d' olhos
Lubrificar a estação...
Arco-íris de repolhos

A cultivar o verão...
Sonhar alecrim a molhos
Na varanda do coração!

© Ró Mar

https://ro-mar-poesia.blogspot.com/

terça-feira, 25 de agosto de 2020

PRAIA DE ALMOGRAVE


PRAIA DE ALMOGRAVE


As rochas saíam do mar
Como imponentes castelos
Fazendo minha imaginação voar
Pelos sítios mais belos

Sua cor um verde escuro
Como feitas por um escultor
Projectando para o futuro
A imagem para um pintor

O mar rebentando as ondas contra elas
Ornamentando como linho arrendado
Tornando-as ainda muito mais belas
Como fascinante colar de pérolas colocado

Por fim chegou o final deste dia
Subi as escadas com dificuldade
Levo na minha mochila esta poesia
E com o coração cheio de saudade

© Paulo Gomes

domingo, 16 de agosto de 2020

AH, CHOVE, CHOVE!




AH, CHOVE, CHOVE!


Ah, chove, chove! Chuva miudinha,
Que rega a natureza e traz riqueza
Ao planeta e à nossa vidinha
E gota a gota vai nossa tristeza!

São lágrimas divinas nas entrelinhas
Da folha dum tempo, que de certeza
Nos dão bons rebentos! Ah, molhadinhas
De céu têm sempre outra beleza!

Fruto de verão não é e d' outono
Também não, será o inverno dono
Do rio qu' enche abril de primavera?

Ah, chove, chove! Maio no mês nono?
Flor neste tempo ao abandono
Em letra miudinha tal quimera!

© Ró Mar 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

A DOBRADINHA


A DOBRADINHA 


“Ano de eleição”


Na ilustre Cidade do Mondego
À sombra do fresco Choupal
Foi servida, sem arrenego,
A louca Taça de Portugal!

Junto à Taça de Campeão,
Ganha de forma limpinha,
Ficou na alma do cidadão
A frescura da Dobradinha.

Não se serviu fria – como´ ao poeta –
Mas, porém, quente e bem regada;
Toda a Torcida ficou desperta
Até às horas da madrugada…

Era um Sonho bem embalado
Nas hostes da Cidade Invicta,
Haver Façanha em duplicado
Para na História ficar escrita.

O Campeonato foi atípico,
Entremeado de pandemia,
Mas o Sonho, qual veredicto,
Deu vitórias de galhardia.

Houve imensas contrariedades,
Por entre nuvens de emoções,
Mas venceram-se as tempestades
Com as mais sábias soluções.

A meio do prélio: hoste reduzida,
E, pior ainda, sem timoneiro;
A vitória saiu acrescida
Com este Troféu lisonjeiro.

Dois golos contra um, somente,
Parece não ter muita graça,
É pouco para certa gente
Mas foi a Vitória da Taça.

Este foi um Ano de eleição,
Mais que eleição, um ano risonho,
Futebol Club do Porto é paixão
Numa Dobradinha de Sonho.

Não houve Festas de S. João,
Mas há Dobradinha festiva
Que passará de mão em mão
Em todas as ruas da Invicta.

No relvado e no Estádio vazio
Pairou sempre um ânimo cheio
Mas na TV, de fio a pavio,
Rodopiaram sete olhos e meio.

O primeiro de agosto foi santo,
De uma alegria sem medida,
Esta Coimbra teve mais encanto
Naquela hora de despedida.

Bibó Porto, cantam os Tripeiros!
Bibó Porto, cantam os d´ alma forte,
Bibó Porto, cantam os primeiros
À frente das Gentes do Norte!

© Frassino Machado

In RODA-VIVA POESIA

SAUDADE DE VERÃO


SAUDADE DE VERÃO


O vento soprava forte
Movimentando as ondas do mar
Soprando de Sul para Norte
Com uma aragem fria no ar

As ondas embalavam
Como se fosse uma canção
As areias se soltaram
Desenhando corações no chão

O vento como estivesse motivado
Soprava cada vez mais forte
Parecia realmente muito inspirado
Por um frio soprado pelo Norte

As ondas com o Sol espelhando
Bramiam com a máxima autoridade
E o vento com força soprando
A partida do Verão que já tenho saudade

domingo, 2 de agosto de 2020

ALENTEJO


ALENTEJO


Alentejo qual deserto
que incendeia quem passa
e em torrada fogaça
é transformada, por certo!

No inverno, duro frio
no verão, sol faz dourado
esse grão tão desejado
depois da terra em pousio...

Terra que matura as uvas
sob esse cálido sol
onde raras são as chuvas...

na sombra dos teus sobreiros
aconchegante lençol
dás a sesta aos teus obreiros!

© Adelino Pais, poesia.
 

O CALOR DO VERÃO




O CALOR DO VERÃO


Ah, paira no ar o calor de agosto
E há sol com vontade para ficar
Mais tempo do que havia suposto
No planeta que quiser habitar...

O calor do verão é composto
De certa aptidão para voar
P'los telhados num ar bem-disposto
E fazer o tempo presente de amar...

Num balão de ar ao pôr-do-sol
Há vida e prazer a acontecer
Para o dia fechar em bom lençol;

Num luar de estio ao amanhecer
Rompe o cetim ao arrebol
Numa canção bonita de ver...

sábado, 1 de agosto de 2020

TODOS SOMOS NATUREZA



TODOS SOMOS NATUREZA 


“À entrada do mês de Agosto”


Sim, todos somos Natureza:
As coisas são nossas irmãs
Tendo o mesmo encanto e beleza
Na claridade das manhãs...
Assim, os nossos irmãos pássaros
Merecem-nos mil e um abraços!

Na claridade das manhãs
Que se abre no mês de Agosto
Entre as coisas boas e más
Natureza é o nosso melhor gosto…
Assim, louvemos as irmãs aves
E não lhes causemos entraves!

Tendo o mesmo encanto e beleza,
Que é comum aos seres vivos,
Todos nós, humanos com certeza,
Lutamos por estes objectivos…
Assim, amemos as irmãs flores
E, nelas, as suas belas cores!

As coisas são nossas irmãs
E devem ser bem repartidas
E unidas quais grãos de romãs
Darão mais consistência às vidas…
Assim, à luz d´ irmãos talentos,
Teremos saúde e alimentos!

Todos nós somos Natureza,
É justo e firme este sentir,
Afastando toda a avareza
Haverá canto, haverá sorrir…
Por fim, ao calor da harmonia,
O mundo terá mais Poesia!

À entrada deste mês de Agosto
Como irmãos, e sem demagogia,
Acendamos o sol no rosto
Para que haja mais alegria…
E assim, em cada rua e praça
Haverá mais alma e mais graça!

Frassino Machado
In JANELAS DA ALMA

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O SANTO DA HORA CERTA


O SANTO DA HORA CERTA 


Ó São Torcato, da nossa devoção,
P´ lo teu martírio, estás junto de Deus
Salvas as nossas cabeças da aflição,
Elevas a nossa alma até aos céus.

Ele há santas e santos em descoberta,
Todos eles com a sua nobre função,
Tu és aquele Santo da hora certa,
Ó São Torcato, da nossa devoção.

A vida humana é muito complicada,
Tudo é vaidade, tudo são fogaréus,
Tu, Torcato, co´ a tua vida sagrada
P´ lo teu martírio, estás junto de Deus.

Combateste p´ los teus nobres ideais
Para limpares do erro toda a nação,
Pela verdade, e em sagrados sinais,
Salvas as nossas cabeças da aflição.

Combateste o Islão, em prol da Cruz,
O mais nobre de todos os troféus,
Trazes pra nós, nesta hora, a clara luz,
Elevas a nossa alma até aos céus.

Foste, Torcato, palavra e fermento,
Foste modelo, testemunho e renovo,
O teu exemplo tornou-se alimento
Entre todos os santos, o Santo do Povo.

Por aqui, nesta Lusa e pobre Nação,
Atormentada pelo vírus do mal,
Há quem muito precise da tua mão
Para limpar o nome de Portugal!

Tu és aquele Santo da hora certa,
Tu és aquele Santo da água viva,
Contigo as lusas mentes vão à descoberta
Do remédio pro mal que anda à deriva…

© Frassino Machado

In JANELAS DA ALMA