terça-feira, 15 de janeiro de 2019

MEU SONHO DE NATAL...


Imagem: Mensagens de Natal


Meu sonho de Natal…


Há uma luz a te iluminar
Que vem desde o além
É Natal é preciso amar
Nosso irmão como convém

Que essa luz sempre irradie
Dentro do teu nobre coração
Mesmo que alguém te arrelie
Dá-lhe de ti toda a paixão

Vive na luz da esperança
Lembra-te de todos os teus
Dum momento de criança
Nunca lhe ponhas os véus

Gosto de ver tua luz cintilar
Nesse teu ego a defender
Faz sempre por a luz amar
Que alguém colherá prazer

O tempo corre velozmente
E tua luz se virá a apagar
Por isso tu vive contente
Não há nada como o amar!

© Armindo Loureiro 

EPIFANIA DA ESPERANÇA



EPIFANIA DA ESPERANÇA  


«Natal de 2018»


A Esperança nasce e cresce no coração da criança
Mas isso não o entende o pobre mundo social
Pois que dentro de si não mora aquela confiança
Que lhe possa garantir a revelação do Natal…

O mundo desconhece o poder da Epifania
Porque vive nas trevas de outros poderes banais
Daí a perversão da nefasta desarmonia
Que o levará à vil pobreza e às guerras fatais.

O mundo encontra-se na travessia de um deserto,
Sem perspectivas e valores para se afirmar,
Só miragens e falsas ilusões a descoberto
E um vazio de Luz que o motive pro despertar.

Acorda Mundo, para a Epifania da Esperança
E descobre a Criança que dentro de ti lateja.
Chama-lhe o que quiseres: ela é a tua confiança,
Ela é o Sonho e a Luz que o teu coração deseja!

Frassino Machado
ODISSEIA DA ALMA

FELIZ NATAL



FELIZ NATAL


Estas duas palavras pequenas,
De cinco letras as duas apenas,
São grandes, abraçam o Mundo,
Dizem mais q’um simples mudo.

São palavras que muito dizem,
E que devem ser interpretadas
Como de paixão e do coração,
Que não se guardam e se dão.

Feliz Natal é sempre o desejado
Por quem tão bem intencionado,
Quer viver em paz e harmonia,
Com os amigos em companhia.

Chegou o momento de darmos 
As mãos para estarmos unidos
Em torno dos mesmos ideais,
Não são gestos apenas banais.

O tempo urge, amanhã é tarde,
Festejar a Paz e o Natal, hoje,
Entre toda a humanidade viva,
Para não se sentir tão perdida.

Ruy Serrano  

ANO VELHO, ANO NOVO




ANO VELHO, ANO NOVO  


“Trovas de Fim de Ano”


Quero estas trovas cantar
Frente a frente co´ o espelho
Pela saída do ano velho
Que ´stá prestes a acabar.

Durou tanto o velho ano
Por nunca encontrar renovo,
Vinho velho, vinho novo
Corra hoje no mesmo cano. 

Nem tudo foi de primor,
Doze meses ao desafio,
A água que corre no rio
Foi indo de mal a pior. 

Já não abundam esperanças
Pois qu´ anda tudo às avessas
O que é novo não tem pressas
Seja em adultos ou crianças.

Não se vê rosto a sorrir
Nem há bocas para cantar 
Vê-se gente a andarilhar 
De mão estendida a carpir. 

Os ricos, sempre mais ricos
Com dinheiro pra derreter
A justiça, não dá para ver,
E as leis disfarçam fanicos. 

Os pobres, sempre mais pobres
E a cada hora muitos mais,
Não há governos nem arrais
Sem haver princípios nobres. 

Os pais confundem os filhos
Pelo exemplo que lhes dão, 
Os filhos estão como estão
E não passam d´ empecilhos.

A Escola não tem remédio já, 
Sem bom professor nem mestre
Não há ensino que preste
Nem esperanças no amanhã.

Se há emprego é com´ aspirina,
E os patrões já são de sobra, 
Não há investimento nem obra
Mas há negócios da China. 

A terra ninguém a trabalha
Quem o faz já é sortilégio, 
Ter dinheiro é um privilégio
Quanto a sorte, Deus-nos-valha.

O senhor prior é o que se vê
De mão estendida pra esmola
Enquanto o povo s´ esfola
Ele, em casa, consome a Tv.

Já nem percebe de missa
E já esqueceu o breviário,
Como padre anda ao contrário
Trabalha pouco e tem preguiça.

Dá-se bem co´ o regedor
E tem-no em suas palminhas
O povo que vá prás alminhas
E dê graças ao Senhor. 

A Fé não há quem a tenha,
Dentro da igreja ou capela,
Ninguém tem urgência dela
Nem há mal que daí venha.

A aldeia é um ar que lhe deu
Co´ os fiscais sempre na ordem
Mas, porém, pouco já podem
E, se o podem, “dá cá o meu”.

Há projectos pantomineiros
Em hipermercado ou em feira, 
Há pedintes sem eira nem beira
E há oportunos arruaceiros.

Nunca há culpa nas desgraças
E quase não há segurança
Ninguém entende tal dança
E as razões destas devassas. 

Há pulhices nos tribunais,
Ministros brincam co´ a tropa,
Sem-abrigos comem da sopa
Que faz inveja aos pardais. 

Há lições no Parlamento
Com sessões mirabolantes,
Não há moral como dantes
E o Poder é um cata-vento. 

Em Belém mora o afecto,
Moram selfies e sorrisos,
Entre infernos e paraísos
Vai gozando quem é esperto.

O Zé odeia qu´ o tomem
Co´ ilusões e fantasias,
Mas usa as tecnologias
Para provar que é homem. 

Ninguém pode cair doente
Toda a gente finge saúde,
Há mais farra do que virtude
E ao futuro ninguém o sente. 

Ano velho ou Ano Novo
Aconteça o qu´ acontecer
A Sorte é o que Deus quiser
O resto sobra para o Povo.

Diz o povo e tem razão
"Ano Novo, vida nova",
Mas é urgente pôr à prova
A força do coração.

Estas Trovas são o que são,
Com teatro e com ironia,
Vestem a roupa da Poesia
No que é real ou ficção! 

Frassino Machado
TROVAS DO QUOTIDIANO

BOAS FESTAS




BOAS FESTAS


Uma estrela caiu do céu 
Emanando luz e calor
Estava coberta por um véu 
Era a estrela do Senhor

A estrela do Norte
Mensageira da Boa Nova
Estrela da vida e da morte
Onde a vida se renova

Toquei com a minha mão 
Senti algo muito especial 
Uma vontade no meu coração 
Desejar a todos um SANTO E FELIZ NATAL 

© Paulo Gomes

ANO VELHO / ANO NOVO



© Lúcia Ribeiro