sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A NATUREZA QUER UMA OUTRA PROSA


Imagem - Zzig. 


A NATUREZA 

QUER UMA OUTRA PROSA


Vejo um outono a vento conturbado,
Chuvas de dias nublados
Não trazem riqueza ao mundo,
E a natureza os dias contados!

Olho a estação à distância
Que é permitida, mas olho-a,
E nem quero pensar nela, não há poesia
Que lhe possa valer, olho-a!

Vejo um outono a minguar-se,
Chuvas de dias acinzentados
Não trazem boas aos mundos,
E a natureza que olho adivinha-se!

Olho o ciclo pela substância,
Um passado agonizando o presente,
E nem quero pensar nele, não há poesia
Que o dê por contente, olho a gente!

Vejo uma época invernosa,
Chuvas de dias quebrados
Não dão felicidade aos mundos,
E a natureza quer uma outra prosa.

© Ró Mar

terça-feira, 17 de outubro de 2017

SOMOS UMA NAÇÃO VALENTE E AINDA IMORTAL


Imagem - Pinhal de Leiria - Portugal 


SOMOS UMA NAÇÃO VALENTE
E AINDA IMORTAL


Somos uma nação valente e ainda imortal.
D. Afonso III mandou plantar o nosso pinhal
De Leiria e D. Dinis construiu a sua grandeza,
Que as chamas levaram numa noite infernal
E com elas alguns dos nossos heróis foram.
Mas, mais heróis ficaram para reconstruir
O património que é a nossa riqueza natural.
Não há reis lavradores, mas, há gente de natureza
Humana que quer reerguer a história de uma nação.
O pinhal de Leiria vai renascer das cinzas
Para que Portugal dê novo mundo ao mundo
E honre o nobre titulo de país desenvolvido.
Ainda há gente que labuta e sabe que, tem de prosseguir,
Não pode deixar arruinar um pais pelas cinzas.
Somos uma nação valente e ainda imortal.

© Ró Mar

domingo, 15 de outubro de 2017

SOMOS CONSTRUÇÕES


Imagem - EXTA$E


SOMOS CONSTRUÇÕES


Somos construções, logo somos arte.
Se somos arte somos estandarte.
Edificados à semelhança da natureza
E à luz de determinada etnia somos riqueza.

Somos riqueza porque temos duas naturezas:
A interior e a exterior. E, qual é a mais bonita!?
Cabe a cada um nós opinar. Eu vejo grandezas
À parte por descobrir, será que é a mais bonita!?

Certezas nem de nós próprios as temos,
Mas, sabemos em que mundo vivemos!
E, dele temos prova que a natureza é bela
E misteriosa enquanto não dão cabe dela.

Somos construções, logo somos natureza.
Se somos natureza somos riqueza.
Edificados à semelhança de uma arte maior
E à luz de determinada etnia somos amor.

© Ró Mar

sábado, 14 de outubro de 2017

ALDEIAS DA BEIRA INTERIOR


Foto - Coentral - Portugal


ALDEIAS DA BEIRA INTERIOR


Beira interior de Portugal, verdejante e bela,
Cada vez que te visito,
Mais vontade tenho de voltar,
Tal é tua magia singela,
Teu ar de senhora de séculos,
Sempre jovem de contemplar.

Com tuas serras, vales e arvoredos,
Ribeiros e pinhais,
As surpresas são sinais,
Dos seculares segredos 
Que guardas com vaidade,
Com a tua proveta idade.

As aldeias que te adornam,
De tempos do granito,
São património único,
Que perdurarão no infinito,
Dos anos, que súbito,
Em memórias se tornam.

Gestosa, Coentral, Pêra e Pisões,
São aldeias de tradições,
Que compõem o cenário belo
Da serra da Lousã, quadro singelo
Que só as terras de Gerês, do Bouro,
Igualam como verdadeiro tesouro.

O CANTO ONDE NASCI




O CANTO ONDE NASCI


Meu canto é lugar onde me invento,
Eu canto e recanto o meu lugar,
Pois a este canto eu sempre lhe hei - de dar,
Tudo o que sou, porque é o meu encanto.

É neste meu cantinho pardacento
Que eu encho da paisagem o meu olhar,
E tanto à luz do Sol ou do luar
A gesta desta terra brilha tanto.

Foi aqui neste canto que nasci,
Pois é este o lugar que me sorri
E toda a minha vida me acolheu.

Meu canto é para mim rincão sagrado,
O chão que com amor tenho pisado,
Que na vida e na morte será meu!