quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ISTO É QUE É AROMA A ROSA!


Imagem - Aimer la Nature (Love the Nature) 


ISTO É QUE É AROMA A ROSA!


Construa o seu ser à sua semelhança
mesmo que desagrade a muitos.
A autenticidade é um passo de nobreza
que fica bem a todos. O que os outros
pensam é deles, o que somos é que conta,
E, isso não pode mudar em função dos outros.
É compreensível que haja ajuste de personalidade 
para viver em sociedade, mas, nunca descurando 
a verdadeira identidade para agradar 
a meia dúzia de pessoas, que não lhe dizem nada
a não ser critica à sua maneira de ser. Possivelmente 
não têm algo mais interessante na vida 
senão o passear pela vida dos outros!
Pobres de espírito! Deixá-los ser assim!
Seja você mesmo, é esse o caminho certo
para ser saudável, além do exercício físico
e uma dieta à maneira, seja sempre fiel a si.
Quer faça sol, quer faça chuva sobre si
mentalize-se que o planeta é sempre o mesmo,
nada vai mudar porque você mudou e tudo 
o que tem que mudar é você que tem 
de determinar, não porque alguém quer assim!
Não pense que sou assim porque sou eu mesmo,
sou-o porque outros me ensinaram a ser assim
e sou igual a mim próprio. E, quanto ao assim
só para meia dúzia de pessoas que nada tem
a não ser uma máscara emprestada para desfilarem
na passarela de um mundo cor-ó-rosa.
O universo não tem uma cor definida, 
toda a cor é bem parecida quando respeitamos 
e somos respeitados. E, isto é que é aroma a rosa!

© Ró Mar

O BANQUETE DA LEITURA


Palácio Baldaya - Lisboa - Portugal


O BANQUETE DA LEITURA 


“Aos leitores da Biblioteca Baldaya”


A Leitura – um sublime acto de Cidadania
Oriunda dos tempos imemoriais – 
Estrutura na alma humana os seus ideais
E enriquece-lhe a identidade e a harmonia.

A Leitura – a primeira escola de magia – 
Aquela escola feita de gestos primordiais 
Habilita, por si, aos alicerces essenciais
Que apontam os horizontes da sabedoria. 

A Leitura, que tem como palco a Biblioteca – 
A «arca da aliança» do banquete puro – 
Contem em si aqueles alimentos de futuro
Qual água clara que dá vida a toda a seca.

“Diz-me o que lês e como lês, dir-te-ei quem és”,
É este o certo corolário existencial,
É esta a verdadeira postura vital
Que confere ao leitor a luz e a sensatez.

A Leitura é, em si mesmo, uma aventura
E o Livro é o melhor mestre de toda a Cultura! 

Frassino Machado
In AS MINHAS ANDANÇAS

QUEM FALA SÓ POR FALAR




QUEM FALA SÓ POR FALAR


Falar do que não entende,
Melhor é ficar calado!
Que a ouvir é que se aprende
O que está certo ou errado!

GLOSA

A foice em seara alheia,
Nunca deu bom resultado!
Pois acaba envergonhado,
Dessa atitude tão feia,
Que é dar aos outros a ideia:
Que gato por lebre vende…
E, nem sequer compreende,
Que ao pensar armar-se em esperto,
Nem vai ver que é descoberto:
Falar do que não entende!

Para só dizer asneiras,
Por não saber do que fala
E por cima fazer gala,
Como sendo verdadeiras,
Tais palavras traiçoeiras,
Para o ouvinte coitado,
Crente e bem intencionado
C’o a lábia do orador,
Que é um safado impostor,
Melhor é ficar calado!

Quem muito fala porém,
Sabe-se que pouco acerta!
Não sendo atitude esperta,
Nunca querer ouvir ninguém.
Pois é sempre bom alguém,
Que nos ensine e emende,
Porque em verdade, depende
Das regras do bom-viver,
Onde se fica a saber:
Que a ouvir é que se aprende!

Quem fala só por falar,
Sem saber bem o que diz,
Está a meter o nariz,
Onde não tem que cheirar…
Por isso, é melhor pensar,
Em ouvir do outro lado,
Sobre o boato comentado,
Ou se é só o diz que diz que,
Que não afecte ou belisque,
O que está certo ou errado! 

J.M. Cabrita Neves

domingo, 18 de fevereiro de 2018

A PROPÓSITO DE “POLUIÇÃO”




                              A PROPÓSITO DE “POLUIÇÃO”                                             

Há poluição na terra, há poluição no mar,
Que estranhos os mistérios qu´ encerram
Todos os horizontes a considerar?
Há poluição nas vidas, há poluição nas mentes
E que sub-reptícias farsas estão fluindo
Em todos os espaços d´ inócuos ambientes. 
Poluição nas palavras, poluição nos gestos,
Que propósitos estéreis engendram
Todas as personagens em seus manifestos?
Se há poluição nos lares e poluição nas almas
Que ignóbeis gestos estão ficcionando, 
Em truculentos sons, aquelas tardes calmas? 

Há poluição nas ruas, avenidas e praças,
Que fóruns banais estão animando
Todas as máscaras exibidas nas desgraças?
Ao som da fanfarra que convém
É com proventos alheios que vão dançando
Para mostrar eufóricas as tramas que tecem. 

Se há terra, se há mar, mistérios e horizontes
Que são estranhos nas horas mortas,
Como é que há-de correr límpida a água das fontes?
Como é que a paz, chegará livre ou d´ improviso,
Aos corpos que cantam dentro de portas
Na ternurenta partitura de um sorriso? 

A "poluição" a haver, neste mundo enfadonho,
Será apenas, e só, a revestida de Sonho! 

Frassino Machado 
In RODA-VIVA POESIA

                                         www.frassinomachado.net                                           

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O MUNDO ESTÁ DOENTE




O MUNDO ESTÁ DOENTE
“No Dia Mundial do doente”


Para tristeza dos seres humanos
Neste Dia Mundial do doente
Perante todos os desenganos
Enorme doença o mundo sente.

Não é uma doença do corpo
Mas é aquela que, sem planos,
Faz do espírito um ente morto
Para tristeza dos seres humanos.

Por uma ignóbil fatalidade,
Para além do corpo e da mente,
É o vírus da “insensibilidade”
Neste Dia Mundial do doente.

É muito pior que malária
Ninguém escapa, nem os tiranos,
É uma lepra extraordinária
Perante todos os desenganos.

Não tem cura tal epidemia
E abarca quase toda a gente
E, de alergia em alergia, 
Enorme doença o mundo sente.

Veste de máscara pungente
Anda por aí, de rua em rua,
Não chora, não é fria nem quente,
Mas cada pessoa tem a sua.

Está, assim, doente este mundo
E parece ir de mal a pior
É na alma qu´ o mal profundo
Tem a sua origem e tumor. 

Ninguém olha à dor alheia,
Ao próprio mal ninguém olha,
De dor está toda a vida cheia
E, entre lágrimas, se desfolha.

Diz-se qu´ o homem tem coração
Mas até parece que não tem
Cada manhã é uma ilusão
E ninguém usa o deve e haver. 

- Ó Mundo, que doente estás,
Quebra, para já, tuas algemas
E da doença livre ficarás
Resolvendo os teus dilemas. 

Teu mal é não teres confiança,
Por não te conheceres bem,
Sai da tua concha e avança
Escolhendo o que te convém.

Se olhares ao teu caminho
E acenderes a luz da fé
Verás que aprenderás sozinho
A caminhar pelo teu pé.

E, já agora, desata o laço,
Abre as janelas do altruísmo
Não prolongando o embaraço
Que te afunda no egoísmo.

- Ó vós, oh vós, Grandes da Terra,
Tudo é breve tudo é pequeno,
Dai solução a esta “guerra”
Tornando o Mundo mais sereno!

Frassino Machado
In ODISSEIA DA ALMA