quarta-feira, 6 de junho de 2018

PALAVRAS PARA O MÊS DE JUNHO




PALAVRAS PARA O MÊS DE JUNHO 


As palavras ansiosas, feitas borboletas
Enigmáticas, voando pela atmosfera,
Vão deixando saudades desta primavera,
Abrindo frescas ondas, ainda que incertas… 

Palavras novas sempre, sempre incompletas
Com imperfeitos sonhos e sombras de quimera
Que passam ao de leve sem ficar à espera
Das ilusões perdidas, quem sabe indiscretas… 

Palavras curtas para este mês de Junho, 
Sempre escassas mas revestidas de emoções,
Palavras agitadas incendiando corações
Que dos Santos populares são o testemunho. 

Mês de Junho, de Portugal e de Camões
Mês pequeno, como as sementes de abrunho,
Mas que é enorme na força que traz no punho,
Que rola e dança em maré viva de paixões.

- Canta, ó soberbo mês, nas marchas da avenida
E rasga as falsas máscaras desta triste vida!

Frassino Machado
In RODA-VIVA POESIA 

NA ILUSÃO




NA ILUSÃO


Na ilusão, do sonho imaginado,
Há madrugadas vendo o sol raiar!
Há puros pensamentos a voar!
Há flores que se abrem num valado…

Na ilusão, há céus vistos no mar…
Há Sorrisos no olhar arregalado! 
Há o frio da noite agasalhado… 
Há rouxinóis felizes a cantar!

Na ilusão, há luzes coloridas,
Iluminando praças e avenidas,
Onde o povo se junta em arraiais!

Na ilusão, é bom não acordar,
Da esperança vivida no sonhar,
Onde só há amor e nada mais!...

J. M. Cabrita Neves

terça-feira, 5 de junho de 2018

A MAIS BELA MELODIA




A MAIS BELA MELODIA


O Sol raiava no horizonte
Nesta manhã de Primavera
Nascendo por detrás do monte
Como uma brilhante esfera

As rosas desabrochavam no jardim
Decoradas com gotas de orvalho 
No ar uma aroma intenso a jasmim
Um Esquilo subindo o imponente carvalho

As andorinhas esvoaçando os beirais 
Um gato siamês perseguindo um furão 
Um barco apitava com a chegada ao cais
Um mendigo pedia sentado no chão 

Assim nasce mais um novo dia
Cheio de vida e cor pura magia
Inspirando esta minha poesia
Para dar vida à mais bela melodia

© Paulo Gomes 

domingo, 20 de maio de 2018

SETÚBAL – POUCO BOCAGE PRA TANTA POESIA


Casa da Baía – Centro de Promoção Turística – Setúbal


SETÚBAL – POUCO BOCAGE 

PRA TANTA POESIA


Setúbal, capital da nobre Poesia?
Não, não! Poesia não tem capital
Pois, pela própria essência, ela é universal
E o que passar além é pura fantasia… 

Há, sim, nesta cidade como por magia
Vivência colectiva, rica e original,
Que atrai muitos poetas, o que é natural
P´la sua própria dinâmica e empatia.

Apenas um “senão”, o que é preocupante,
Setúbal, pouco Bocage pra tanta poesia…
E este Vate, que dela fez apologia,
Merecia uma homenagem mais estimulante.

Sim, é na correnteza da excelsa linguagem
Que mora toda e qualquer motivação
Pois, como diz o povo, e com toda a razão,
“Vê-se pela aragem quem vai na carruagem!”

É certo que Bocage honrava a Liberdade
Mas não é honra que dele s´esqueça a cidade!

Frassino Machado
In RODA-VIVA POESIA

sábado, 19 de maio de 2018

TRAGO EM MIM UM UNIVERSO DIFERENTE


Imagem - Silent WHisPer,s


TRAGO EM MIM UM UNIVERSO DIFERENTE


Trago em mim um universo diferente,
Sim diferente, vida de outra gente,
Que nem meus olhos alcançam presentemente,
Ainda assim quero tê-la em toda a mente.

O que a gente têm comum é céu aberto
Idêntico, sim idêntico, a tantos outros, 
Vemos de olhos fechados, o ponto
De luz onde cruzam caminhos de uns e outros.

O que me é diferente e também idêntico, 
Sim diferente e idêntico, é o escrito sagrado
Que se os olhos lessem seria fantástico,
Plantio de amor e sobretudo paz pelo mundo.

O que me é idêntico e também diferente,
Sim idêntico e diferente, é a natureza 
Que se os olhos falassem diriam com certeza:
Trago em mim um universo diferente.

© Ró Mar

sábado, 12 de maio de 2018

FADO VELHO É... SEMPRE NOVO !!!...




FADO VELHO É... SEMPRE NOVO !!!...


O velho fado morreu!...
Era popular e bairrista;
Muito atropelo sofreu,...
Para agradar ao turista!...
Fado a canção Nacional;
Corre no Mundo inteiro,
Porém só em Portugal,
É típico... é verdadeiro!...
Soam guitarras trinando;
Com arte dum guitarrista...
No silêncio a voz soando,
Da garganta dum fadista!...
O fado típico é do povo;
Mesmo erudito ou calão!...
Fado antigo é sempre novo,
Liga a alma... ao coração!...
Fado moderno... actual;
Não rejeito... podem crer!...
Porque Fado... é Portugal,
Vai mudando ao renascer!...

António J. A. Cláudio