terça-feira, 30 de dezembro de 2014

QUE O NOVO ANO SEJA O MEU E O TEU SUCESSO!


 Imagem - Beautiful Word, Nature, Love, Art.


QUE O NOVO ANO SEJA 

O MEU E O TEU SUCESSO!


Que o Novo Ano nos traga a paz, a justiça e o amor;
Que tenhamos consciência e a mente aberta à humanidade;
Que façamos com dignidade o bem maior;
Que amemos o próximo e a todos num laço real de amizade.

Que o Novo Ano não seja mais um ano em branco ao progresso;
Que tenhamos todos a coragem e audácia de bem dizer;
Que façamos com humildade e diplomacia o tempo ser;
Que vivamos respeitando estratos ou estatutos, os que houver;

Que sejamos o bem maior, em todo o sentido lacto da palavra, e sempre.

Porque podemos sempre ser mais e melhores;
Porque está nas nossas mãos a vida que temos e queremos dar;
Porque há luz que abrange todos e nela podemos não só sonhar…
Sobretudo realizar;

Porque a vida é um milagre, sejamos gratos e maiores;
Porque eu e tu somos nadas… juntos somos mais e melhores;
Porque a felicidade se constrói, em pequenos nadas, hoje para o sempre.

Que o Novo Ano seja o meu e o teu sucesso.

Obrigado amigo por estares a meu lado
Que a vida te sorria sempre.
Acredita que te amo e que serás sempre
O meu pilar e o que tenho de melhor ao lado.

© RÓ MAR

ELEGIA FAMILIAR




ELEGIA FAMILIAR


“No domingo da Família”


Na aridez do insondável mundo social
Os mendicantes olhos, procurando alguém
Que dê sentido lógico e sobrenatural,
Corporizam a vida que o destino tem.
P´ la própria natureza, que supõe o perigo 
Onde a mulher e o homem tem cumplicidade, 
Há lugar em si mesmo na veracidade 

Do sustento e defesa num qualquer abrigo.
Terá sentido o pai, terá sentido a mãe,
Terão sentido os filhos - neste mundo atroz -
E até as próprias coisas naquele vai-e-vem
Co´ a frágil segurança de uma casca de noz?
Onde terão lugar o alicerce e a sorte
Que, só por si, se complementam na essência
Da pura espécie humana em sua consistência,
Podendo contornar a prazo a mísera morte?

Quando será que o ser humano se apercebe
Que a sua mente, sempre esvaziada e fria
Sem coração e com o seu espírito imberbe,
Vagueia no deserto por todo o santo dia?
Quando será que a luz que animava a alma
Colectiva, da casa e dos avós firmeza,
Garanta todo pão e vinho sobre a mesa
E reorganize na família a união e a calma?

Ó Maiorais, ó Leis, ó Sábios desta terra -
Se é que vós tendes alguma razão de ser 
E ao mesmo tempo não vislumbrais esta guerra
Cujos contornos ninguém está a perceber.
Para quando o saltar da profunda barreira
Da desumanidade, que é aquela vil imagem
Que vos embala a cada hora na viagem?
Quando será que rasgareis vossa cegueira?

Parai, escutai bem e, já agora, indagai
Aqueles remédios que é urgente reencontrar:
Se virdes que há mister cortar vaidade, cortai;
Governai, sim, se houver mister de governar;
Fazei justiça se para tanto houver mister;
Fazei partilha com a maior seriedade.
E se derdes o exemplo, com frontalidade,
Toda a Nação terá a Família que quiser!

Frassino Machado

 ODISSEIA DA ALMA

www.frassinomachado.net

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A NATUREZA EM FESTA


Pintura - Van Gogh 


A NATUREZA EM FESTA


No meio de uma alegre e verde floresta,
Passarinhos chilreavam, melros trilavam,
O vento dançava com árvores em festa
E as folhas no seu ritmo acompanhavam!

Em baixo um lago, espelho da Natureza
Refletia aos pares as flores de girassol,
Que pessoas dizem ser um grande amor:
Porque passam os dias virados para o sol

Sempre em atração, sem sentirem calor;
O sol nesse dia exibia uma grande beleza,
Irradiando alegria, doirando o panorama!

A festa foi noite dentro. A Natureza ama
Festejar o seu aniversário, com a sereia,
E com o som dos belos búzios da areia!

Alfredo Costa Pereira

sábado, 1 de novembro de 2014

A SÍNDROME DE OUTONO


A SÍNDROME DE OUTONO 


É a desolação do outono
Por toda a terra patente 
Na síndrome de abandono
De que sofre toda a gente.

A árvore perdendo a folha
Qu´ o vento aos poucos levou
O passaredo sem escolha
P´ ra novas terras emigrou.

Caíram lágrimas brancas
Por entre nuvens de breu
De fé e ´sprança alavancas
Debaixo do azul do céu.

Sendas de terra cobertas
De passos perdidos andantes
Há incertezas despertas
E corações expectantes.

Vêem-se campos desolados
E animais com nostalgia
Há corpos desamparados
Com peitos sem energia.

Há colheitas diminutas
E há tarefas adiadas
Há desperdício de frutas
E paixões assolapadas.

Há vinhas quase sem dono,
Cachos de uva ressequidos,
Há prados ao abandono
Com projectos pervertidos.

Há animais escanzelados
Por não terem alimento
E há rebanhos desleixados
Com minguado provimento.

Há casas desocupadas
De famílias em desabono
Há almas desesperadas
Em síndrome de abandono.

Com este abandono extremo
Sem ideias e sem trono
Vão assim as terras do demo
À espera que passe o outono!

Frassino Machado

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

AS FASES DA LUA



Poema e Imagem de Paula Delgado

SEMENTES DE AMOR

 Sementes de amor


Coração sulcado na benção gerar
a cantar eu plantei a boa semente.
Reguei feliz e projetei o meu amar,
estirpes sãs a versar eternamente

Cada galho foi por mim sempre querido,
e sorri feliz ao ver as hastes crescendo,
a revelia desse tempo desmedido,
rios de sonhos com carinho vão tecendo 

A remoer nessa distância vou aos trancos,
orgulhosa desses meus cabelos brancos,
a retratar que bem cumpri minha missão.

Sigo a remar pelos mares das lembranças,
suaves sons das ondas e chuvas mansas,
e assim, a flor a farfalhar colore o chão.