sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

AO NOVO ANO 2016




FORA O MEDO, VIVA A ESPERANÇA! 


“Ao Novo Ano 2016”


O mundo não está perdido
Não está perdido, não,
Apenas, sim, está ferido
Pelo choque da comoção.

Se a Natureza se ressente
Pelo que tem acontecido
Há esperança em muita gente,
O mundo não está perdido.

Se os humanos não s´ entendem
E se se pegam de razão
Com o mundo todos aprendem,
Não está perdido, não.

Nada acontece em segredo
E o mal tem que ser vencido,
No mundo não impera o medo
Apenas, sim, está ferido.

Bradam, bradam os tiranos
Ameaçando maldição
Mas congregam-se os humanos
Pelo choque da comoção.

Reina o dinheiro e a fortuna,
Reina o poder e a abastança
Mas não têm razão nenhuma
Pois não merecem confiança.

Reina a exploração e o lucro,
Reina a incultura e a inveja
Mas o mundo não é corrupto
Apenas só há quem o seja.

Reina a vaidade e o negócio
Reina o esbanjo e o consumo,
Ninguém é amigo nem sócio
E a aparência esvai-se em fumo.

Reina a miséria e a fome
E reina a mendicidade,
Todo o mundo se consome
Pra conquistar liberdade.

Reina a injustiça e a dor
A desigualdade e a vingança,
Mas não há lugar pro terror
Fora o medo, viva a esperança!

Frassino Machado

In AO CORRER DA PENA

FELIZ ANO NOVO




FELIZ ANO NOVO


Mais um ano passado
Memórias sentidas
Um sentimento reavivado
Das alegrias vividas
Em breve um novo ano
Com pensamento positivo 
Como o rasgar de um pano
Terminar o pensamento negativo 
Desejando a todos os Amigos
Um ano cheio de Felicidade
São os meus desejos sentidos
Em troca da vossa Amizade

Paulo Gomes

UM DOIS MIL E DEZASSEIS REPLETO DE FELICIDADES...




Um dois mil e dezasseis repleto de felicidades…


No remanso do meu lar
Revejo factos passados
Apetece-me chorar
Já tenho os olhos molhados
Há coisas que acontecem
Que não deviam acontecer
Até as almas esmorecem
Meus amigos podem crer
Foi o pai e foi a mãe
E um irmão também
Todos os dias mais um cai
Um familiar ou outro alguém
E os anos se vão passando
Na vivência de dissabores
E aqueles que vão andando
Seguravam os seus amores
Porque os amores se devem
A essa gente que se vai embora
E agora outros se atrevem
É chegada a sua hora
De refazer o que já viram
Na sua longa vivência
Porque os outros os sentiram
Na sua bela apetência
Não me posso esquecer
De tudo o que me deram
Para agora saber ser
Aquilo que eles quiseram
Quiseram que fosse leal
Perante as adversidades
Dum ser a mim igual
Que vive suas dificuldades
E nesta hora de passagem
De mais um ano terreal
Cada vez mais a imagem
De a olhar até faz mal
Porque é que é assim
E não de outra maneira
Às vezes apetece-me a mim
Dizer uma grande asneira
Não quero a falsidade
Dalgumas palmadas nos costados
Porque quem usa da verdade
Sabe quais são os bens amados
E agora para terminar
Um bom ano vos desejo
Que vosso semelhante saibam amar
Na medida do vosso ensejo!
Com os meus braços compridos
Uns abraços ternurentos
Podem crer eles são sentidos
É o que posso dar nestes momentos!

Armindo Loureiro


TROVAS DE ANO NOVO




TROVAS DE ANO NOVO 


Ao cantar a minha trova.
Corre a água desta fonte
Novo céu, novo horizonte,
Novo ano e vida nova.

Corre a água, corre a prova,
Corre sempre cristalina
Todos ouvem a sua sina
Novo ano e trova nova.

Corpo novo que se inova
Renovado de energia
Novo encanto de harmonia
Novo ano esperança nova.

Nova chama, novo povo,
Nova entrega renovada
Branca luz de madrugada
Novo ano coração novo.

Canta o melro, canta a rola
Em cantigas de embalar
Novo rumo de encantar
Novo ano nova escola.

Há sementes e há renovo,
E há uma nova sementeira,
Calor novo na braseira
Novo ano ideal novo.

Novo ano, alegria nova, 
Dança nova maravilha,
Com abraço de partilha 
Novo ano se renova.

Venha a paz e nunca estorvo
Sempre novos entre iguais
Mãos nas mãos cada vez mais
Novo ano mundo novo.

Para a aldeia e pra cidade
Sonho novo de aventura,
Novos voos de cultura
Novo ano liberdade.

Reinam já os corações
Com amor por toda a terra
Calem-se os tiros da guerra
Novo ano entre as Nações!

Frassino Machado

In JANELAS DA ALMA

ANO NOVO




ANO NOVO


Um Ano Novo começa,
Eis uma nova aventura,
Vamos vivendo sem pressa,
Pra não entrar na loucura.

Do Velho ninguém se esquece,
Que foi um ano bem duro,
O povo já reconhece,
Que lhe tramam o futuro.

Vida nova, Ano Novo,
Procura ajudar o povo,
Faz o bem, como o queres,

E que Deus se lembre de nós,
Faz ouvir a tua voz,
O mais alto que puderes.

Ano Novo Vida nova,
Um Bom Ano de mudança,
Não nos enviem prá cova,
Que em nós há sempre uma esperança.

Fernando Figueiredo


O ANO ACABA...




O ANO ACABA...


o ano acaba
hora de guardar a saudade
numa caixa de sândalo roubada...
dobrar os vestidos de festa
o cheiro da maresia...
o azul de um novo dia...
fica o sol
um pequenino sol
da razão de existir...
e devagar
abrimos caixas de outros dias
que hão-de vir
brincos de estrelas
lençóis de sonhos perfumados
cantos, risos e choros
que merecem ser guardados...
e tudo recomeça
o futuro é uma promessa
a vida uma eterna promessa...
onde os dedos continuam a desvendar
segredos
de invernos que terminam
em primaveras anunciadas
por gritos breves
madrugadas...
somos acrobatas
num circo sem redes
sem feras amordaçadas...
um novo ano se anuncia
com a tua companhia
e tudo recomeça
novinho em folha
sem pressa...
o futuro é um vinho que inebria
o passado uma onda que partia...

r.r. - Rosa Ralo