quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

HISTÓRIAS DO TEMPO DA ESCOLA...


Imagem - Amigos do Rio Tâmega


Histórias do tempo de escola…


No meu tempo de juventude
Que me vem agora à memória
Eu fazia brincadeiras amiúde
E as guardei para esta história
A história que vos vou contar
Da minha eterna jovialidade
Um dia fui até ao Tâmega a jogar
Um dos jogos de que tenho saudade
Não me posso esquecer
Que a Escola era no centro da Vila
Onde andávamos para enriquecer
Nossos conhecimentos em fila
O problema foi depois
Quando chegamos à escola
É que o Professor perguntou por quem sois
Onde é que os meninos andaram a vergar a mola
Lá tivemos que lhe dizer
Que nos distraímos no horário
Mas com a régua levamos e não foi sem querer
Era esse no tempo o nosso fadário
Mas hoje lembrando bem
Não restava ao professor outra acção
Então num pequeno intervalo haver alguém
Que andasse a fugir à escola por distracção
Na verdade fomos mais de mil metros
Numas correrias loucas
E os castigos foram tão certos
Para quem fez às indicações orelhas moucas
Foi na hora do intervalo
Quando tudo isto aconteceu
Disto tudo agora falo
Em mim nada assim morreu
Lembrar isto é tão bom
Os amigos podem crer
Ainda hoje ouço o som
Das pancadas no meu ser
Mas nada se perdeu
No tempo que assim vivi
No outro dia ninguém esmoreceu
A brincadeira de novo eu a senti
Valha-nos a nossa memória
Para isto vos poder contar
Na verdade a velha história
Está descrita para se amar

Armindo Loureiro

MOSAICO AFRICANO




MOSAICO AFRICANO


Quero fazer um Mosaico Africano, esplendoroso,
Reproduzir com destaque e verdade, todo valor,
De África, o continente da origem do ser humano,
Que espalhou pelo Mundo, seu génese africano.

Quero fazer um Mosaico Africano, para justificar,
Porque amo África com tanto fervor e dedicação,
Foi lá que nasci, e vivi e sementes soube deixar,
Que me encheram de orgulho e bastante emoção.

Quero gravar todos os Estados, povos e etnias,
Suas gentes, de todas as raças e todos credos,
Os naturais, seus descendentes e residentes,
Destacando os colonos com as obras presentes.

Quero destacar nos lugares de honra, os líderes
Que defenderam a libertação da legítima África,
Sobressaindo em relevo, esse imortal Mandela,
Que será a figura principal desta orgulhosa tela.

Vou gravar os animais, as florestas, as savanas,
As planícies, as montanhas, os lagos e os rios,
O mar, as baías, as praias e os largos estuários,
Que abraçam o Atlântico, verdadeiro santuário.

Concluirei com crónicas e poesia, em memoriais,
Que possam ser lidos por todos e sejam imortais,
Por todo o Mundo seguidos, como digno exemplo,
Orgulho deste meu Mosaico Africano, meu intento.

Ruy Serrano

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

ESCREVER




ESCREVER


Começou o anoitecer
O céu está a escurecer
A família junta a comer
Um bom vinho para beber
Alguém na porta a bater
Um mendigo a tremer
Pedindo sopa para aquecer 
Muita fome parecia ter 
Como é triste envelhecer 
Sem ninguém para nos querer 
Caminhando até não poder 
Sem amor sem nenhum saber 
Sem cultura não sabendo ler 
Não podendo uma luz acender 
Para que nunca se pudessem esquecer 
De como é bom poder poemas escrever 

Paulo Gomes

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

NATAL, CÓSMICA BELEZA




NATAL, CÓSMICA BELEZA 


Ó Árvore frondosa e gentil,
Esbelta, elegante e genial,
Esbate a mentira mercantil
E eleva o teu espírito de Natal!

O Deus-menino - Menino Jesus - 
Obra-prima de celestial riqueza
É p´ ra todos manancial de luz
E imagem da cósmica Beleza!

O Natal, seja ou não verdadeiro
Nunca deixará de ser Natal
Só porque o reinado do dinheiro
Fez dele um frágil palco virtual!

O Menino ainda não nasceu,
Em lugar d´ Ele mora a solidão:
Presépio vazio longe do céu
E mais que tudo do coração!

Natal é um sublime protocolo,
Maria & José & também Jesus
E o Menino a dormir no seu colo
Basta ao mundo p´ ra trazer a Luz!

Se há Natal, a Natureza alerta,
Tudo o que ela dá é sumo bem
E os seres vivos vão à descoberta
De verem a estrela de Belém!

Em toda a gélida natureza
Há sempre um abrigo luminoso
Bem dentro da própria singeleza
Que o calor retém por generoso!

Cada aldeia, vila ou cidade,
Na vida que têm por natural,
Herdam em seu Natal a qualidade
Renovada em alma de cristal.

Este Deus-menino na Lapinha
Bem junto a Maria, com José,
Fez brilhar a harmonia que tinha
Sem saber o mistério que Ele é!

O valor do Natal é insondável
Ele em si mesmo é a realidade
Da partilha social admirável
Que do humano fez a Divindade!

Natal, ventura e conciliação
Mistério da vida na alegria
No prazer do ser e da paixão
Que brilha na noite um feliz Dia!

Se o bom Deus criou um Bem maior
Todos os seres dignos se sentirão
Tanto no vazio como no calor
Por isso Suas glórias cantarão!

Dirá o pobre que não tem casa:
- Vou pedir já uma ao Pai Natal
Sou infeliz, a pobreza me arrasa,
Dá-me um abrigo no teu quintal!

Natal, doce alfobre de coisas boas,
Natal, ó Natal meu horizonte,
A cada hora eu te canto loas
Lavando a minha alma em tua fonte!

Frassino Machado

In JANELAS DA ALMA

PORQUE SOU ASSIM


"PORQUE SOU ASSIM "


 Porque sou eu assim, um ser amante,
Fluindo meu querer em espiral,
Não quero um só mendigo, pobre errante,
Dormindo toda a noite no portal

Sinto dentro de mim bem latejante
Um nobre sentimento fraternal,
Que acende no meu peito a cada instante
Esta tão grande chama emocional.

Há coisas que ninguém pode explicar
E assim por todo o sempre vão ficar
Envoltas no mistério que elas são.

Que sentimento é este tão profundo,
Que quero abraçar a todo o mundo,
Por ver em cada homem um irmão?

Abílio Ferradeira de Brito

O MEU PENSAR




O MEU PENSAR


Penso, repenso e torno a pensar
Mas nada, o meu pensamento 
Vazio como se estivesse a flutuar
Quem sou eu? neste momento 
Que faço hoje ou fiz no passado 
Qual o meu destino minha missão 
Qual o futuro que tinha imaginado 
Viver isolado em autêntica solidão 
Chego apenas a uma conclusão 
Que do futuro não sei mesmo nada
Apenas que escrevo letras do coração 
Caminhando sozinho por esta estrada

Paulo Gomes