quinta-feira, 25 de junho de 2015

EM TEMPO DE VERÃO HÁ


Fotografia de Rui Olavo - Parque das Nações - Lisboa - Portugal


EM TEMPO DE VERÃO HÁ,

UMA PALAVRA SUSPENSA NO CÉU, 

FELICIDADE


O verão chegou ao hemisfério norte. Verão boreal que inicia ao solstício de verão a vinte um de junho e termina com o equinócio de outono. Uma das quatro estações do ano mais quente e seus dias os mais longos de todo ano.
Em Portugal os termómetros marcam trinta e mais graus, um dia primeiro de muito calor, e é domingo para passear adorando a beleza da natureza. Há quem vá à praia e mergulhe no Tejo, a nossa riqueza.
Há quem fique pelos terraços de Lisboa a admirar as águas do rio Tejo.
Há quem se passei, à beira rio, pela bela freguesia Oriente, Parque das Nações, que tem pavilhões e palcos para toda a gente.
Há quem vá até Oeiras e se delicie ao ar livre pelo jardim de tanta poesia e arte, Parque dos Poetas, magnânimas esculturas de Francisco Simões estão lá, os maiores poetas de Portugal: Camilo Pessanha, Carlos de Oliveira, Teixeira de Pascoaes, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Alexandre O'Neill, David Mourão-Ferreira, Jorge de Sena, António Gedeão e Ruy Belo.
Há quem vá até ao Marquês de Pombal e desfrute as maravilhas do parque Liberdade, Eduardo VII. Desde a feira do livro aos demais eventos, desportos e música ao ar livre. Há ainda quem visite a estufa-fria, palacete de plantas, lagos e cascatas.  
Há quem desça até à Avenida da Liberdade para ao perto ver desfilar as marchas populares de verdade.
Há quem vá até Belém, de monumentos e museus, e se calce de cultura, tendo pela vista os descobrimentos e paragem obrigatória para o afamado pastel de nata de belém, atração ao turista que os come bem e com canela.
Há quem vá à Alameda D. Afonso Henriques, o 1º rei de Portugal, e refresque a vista na, Monumental, Fonte Luminosa. Pela noite é chuva de estrelas ao ar livre.
Há quem vá ao museu Calouste Gulbenkian que pela arte tem o seu encanto, arte antiga, moderna e outros eventos culturais. E ainda, um requintado e acolhedor jardim de lazer e outros desejos para disfrutar.
Há quem vá ao Carmo para bem mirar a vasta cidade de Lisboa. E, ainda há quem vá no elevador de Santa Justa que vem ao Chiado, à brasileira de Pessoa e de muitos turistas, cumprimentar o poeta universal e seus heterónimos.
Há por toda a Lisboa esplanadas cheias até altas horas, saraus de música, poesia e muita animação. E, pelos bairros típicos abrem-se as janelas, pelas ruas e vielas do bairro alto, alfama, graça e outros mais, instaura-se a algazarra e folia. Há música pela madrugada, sardinhas e outras iguarias. Há ainda os balões de papel, as chitas coloridas que enfeitam a cidade e dão vida aos Santos populares. É esta alma de alegria e amor pela vida que magnetiza o verão e abre as portas à linda Lisboa, a nossa capital.
Há um Portugal iluminado, de dia e de noite, pela estação de verão, que se distingue pelo excelente clima, situação geográfica e destacável gastronomia. Recheado de palácios, monumentos, jardins, restaurantes típicos, esplanadas em prol da cultura e convívio de gentes nacionais e estrangeiras.
Há um Algarve que é desejo em nós. A região turística mais importante de Portugal e uma das mais importantes da Europa. Há nele um especial encanto, pelo seu clima, temperado mediterrânico, caraterizado por verão longo, quente e seco, águas tépidas e calmas que banham a costa sul; pelas soberbas paisagens naturais, património histórico e etnográfico e a deliciosa gastronomia. Atributos tais que atraem milhões de turistas nacionais e estrangeiros todos os anos e fazem do Algarve a região mais visitada e uma das mais desenvolvidas do nosso país.  
Há quem vá até Coimbra, a maior cidade da região centro, ver seus encantos e tradição. Considerada a cidade universitária, pois, tem a maior universidade de Portugal, património mundial da UNESCO. Quantos doutores têm a vida em suas mãos e tantos fados pela alma e coração!
Coimbra tem ainda o magnífico parque de Santa Clara, maravilha às nossas crianças, construção pequenina e harmoniosa representando monumentos e outros elementos sobre a cultura e o património edificado português, em Portugal e no mundo. É o Portugal dos Pequeninos que todos admiram, quantas passeatas e brincadeiras de crianças e adultos também.
Há quem vá até ao norte de Portugal, Porto, cidade invicta, e por lá se banhe nas águas do rio Douro, que tem tantos mistérios e quantos encantos.
Há quem passeie pelo Douro e navegue até ao Tâmega, nos preciosos Rabelos, vivenciando a beleza de tal natureza, esperançado em encontrar, pela Ponte Romana, algum fio de ouro, vestígios de ninfas que por lá espelharam seus mágicos cabelos. E, há sempre o brinde à vida que se confraterniza em cálice de vinho do Porto, orgulho do nosso majestoso Portugal.
Há tantas regiões e tantos lugares para visitar, ver e sentir espalhados pelo nosso Portugal, vasto roteiro, que nem o grandioso verão e suas romarias findam as maravilhas a descobrir. Ficará sempre algo, a explorar numa próxima viagem, que aguça curiosidades e reinventa utopias que conquistam a vida de gentes durante todo o restante ano, e vivem pleno até que chegue de novo o verão e as férias de sonho.
Há sempre mais amor e mimos em dias de estio, pois o Sol brilha mais e adormece à luz da Lua. E, as almas enamoradas realizam seus sonhos pelas deslumbrantes noites de luar.
Tal como os girassóis nós somos vida edificada pela luz, que imana em nós, principalmente nesta fase em que o nosso Planeta Terra é parte que ilumina de dia e também à noite a nossa nação.
Há muitas mais cidades em Portugal e outros países que sentem o verão e vivem-no amando tão intensamente como nós portugueses.
Há lugares paradisíacos e temperaturas bem mais elevadas pelo Universo nesta estação do coração.
Em tempo de verão há, uma palavra suspensa no céu, felicidade.