quinta-feira, 15 de outubro de 2015

BORBOLETA





BORBOLETA


Saiu do seu casulo amedrontada
Olhou p’ra si com ânsia, com vontade
De abrir as suas asas e, animada,
Voar, voar em plena liberdade

E foi pousar na rosa, no jasmim,
Beijar papoilas alta madrugada,
Acarinhar o lírio, o alecrim
E tudo no jardim rejubilava

E nesse seu bailado singular
A frágil borboleta ousou 'spalhar
Carinho e afeição à sua frente

Como era bom que dum casulo escuro
Nascesse um coração imenso e puro
Que desse amor e paz a toda a gente

José Sepúlveda